Nota à Imprensa

Nota à Imprensa

O Centro Nacional de Navegação Transatlântica – CENTRONAVE, entidade que representa o segmento de empresas brasileiras e estrangeiras de navegação, atuando no longo curso e na cabotagem, chama a atenção da sociedade e das autoridades brasileiras para um fato de grande gravidade: a invasão e ocupação do navio M/V Maersk La Paz – ocorrida no último dia 11, no terminal da Embraport, em Santos. Além de paralisar as operações, o ato contou com cenas de vandalismo e com a tripulação do navio em estado de ameaça à sua integridade física.

O CENTRONAVE entende que tal fato pode não ter sido de caráter exclusivamente trabalhista e, nesse sentido, pode ter tido o objetivo de dificultar a entrada em operação do referido terminal, indispensável para o aumento da oferta de berços de atracação no país. De acordo com a entidade, o ato contraria o espírito e a letra da nova Lei dos Portos (Lei 12.815), cujo objetivo é atrair investimentos que venham a modernizar o setor portuário.

O fato de a embarcação ser, a rigor, território estrangeiro, uma vez que ostenta bandeira de Hong Kong (China), torna a invasão ainda mais grave, na avaliação do CENTRONAVE, exigindo enérgicas medidas por parte das autoridades brasileiras, a fim de apurar responsabilidades pelos eventuais danos causados – inclusive atrasos operacionais que tenham acarretado custos adicionais – e coibir novos episódios do gênero.

O CENTRONAVE enviou ofício ao Ministro-Chefe da SEP solicitando uma “avaliação do ocorrido” e iniciativas de caráter preventivo, junto a outros órgãos federais, estaduais e municipais. A entidade informa que reconhece a legitimidade de manifestações pacíficas, inerentes à democracia, mas deplora todo e qualquer ato de violência, como o ocorrido no M/V Maersk La Paz.

Fundado em 1907, voltado para o desenvolvimento da navegação e do comércio exterior brasileiros, o CENTRONAVE conta com 24 empresas associadas, de atuação global e local, e que, no Brasil, fizeram vultosos investimentos, entre navios e equipamentos, empregam milhares de brasileiros e operam uma frota de mais de 400 navios, ligando nossos portos a 170 países.

 



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