DIA 18 DE JULHO DE 2018

 

POLÍTICA E ECONOMIA

1. Meirelles consegue maioria no MDB para viabilizar candidatura à Presidência da República

2. Meirelles minimiza racha no MDB de Minas e prevê "vitória consagradora" em convenção

3. STF autoriza participação de Cristiane Brasil em reunião do PTB

4. Bolsonaro deve anunciar na 4ª general da reserva como candidato a vice, diz deputado

5. PRP barra indicação de general Augusto Heleno para vice na chapa de Bolsonaro

6. Comissão Representativa inicia plantão no recesso do Congresso

7. Crescem no PT negociações para Jaques Wagner substituir Lula como candidato do partido

8. Ciro diz que como presidente vai renegociar reforma trabalhista

    

ABAIXO, A ÍNTEGRA DAS MATÉRIAS:

 Meirelles consegue maioria no MDB para viabilizar candidatura à Presidência da República 

18/07/2018
Gerson Camarotti
G1

Cálculo realista feito no Palácio do Planalto indica que Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda do governo Michel Temer, está com a candidatura à Presidência da República consolidada pelo MDB.

Do total de 629 votos previstos na convenção nacional do partido, marcada para o início de agosto, Meirelles tem 440 votos já consolidados. Até então, havia dúvidas sobre a viabilidade de o MDB lançar um nome próprio.

Ainda há resistências, mesmo com a maioria dos votos do partido, como o MDB de Alagoas, que tem influência direta do senador Renan Calheiros, ex-presidente do Senado.

No último fim de semana, em conversa com o próprio presidente Michel Temer, em São Paulo, Meirelles recebeu o indicativo de que já há maioria no partido pela sua candidatura.

O que facilitou a viabilidade do ex-ministro da Fazenda é que ele deixou claro que está disposto a bancar integralmente os gastos de sua campanha. Com isso, vai sobrar dinheiro para candidatos da legenda ao Senado, à Camara dos Deputados e aos governos estaduais.

Agora, o MDB está em busca de um nome para ser o vice na chapa à Presidência da República, de preferência, de outro partido. Há tentativa de aliança com o PRB que, recentemente, desistiu da candidatura do empresário Flávio Rocha, executivo do grupo Guararapes, que controla a rede de lojas Riachuelo, entre outras empresas.

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 Meirelles minimiza racha no MDB de Minas e prevê "vitória consagradora" em convenção 

18/07/2018
Pedro Fonseca
Reuters

O pré-candidato do MDB à Presidência, Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-feira que já tem os votos assegurados para confirmação de sua candidatura na convenção do partido em agosto, apesar de um racha no diretório da legenda em Minas Gerais.

Meirelles afirmou que a decisão do presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR), de dissolver o diretório do partido em Minas por diferenças com o vice-governador mineiro Antônio Andrade não afeta a votação de parlamentares emedebistas do Estado em sua candidatura na convenção partidária.

“O importante é que teremos o apoio dos parlamentares de Minas, que mantêm o voto na convenção nacional”, disse o ex-ministro da Fazenda a repórteres antes de fazer palestra a empresários no Rio de Janeiro.

“A nossa margem na convenção nacional é muito ampla, não será uma diferença de poucos votos que será decisiva... mas ainda assim Minas terá 17 votos na convenção”, afirmou.

O MDB marcou sua convenção nacional para 2 de agosto, quando a candidatura de Meirelles deve ser oficializada graças a uma mudança de clima a favor do pré-candidato entre os delegados do partido.

Até o início do mês não havia consenso sobre manter a candidatura de Meirelles dentro do MDB, mas uma peregrinação do ex-ministro para convencer delegados estaduais da viabilidade de seu nome surtiu efeito, de acordo com fontes ouvidas pela Reuters.

“Estou seguro de que vamos ter uma vitória consagradora na convenção do MDB”, afirmou Meirelles, que conta com o apoio do Palácio do Planalto para ser o representante do governo na eleição presidencial de outubro.

Diante do cenário fragmentado de candidaturas e ainda sem definição de alianças a três meses do pleito, Meirelles disse que a definição do MDB por sua candidatura deu início a uma série de negociações com outros partidos, mas não revelou nomes.

“No momento em que começou a ficar claro que o MDB vai de fato me escolher como candidato na convenção, os outros partidos passaram a ter interesse em conversar conosco”, afirmou, apontando interesse em partidos do chamado centrão que ainda não têm rumo decidido na eleição.

Sobre seu desempenho nas pesquisas, em que aparece com 1 por cento de intenção de votos nos últimos levantamentos, Meirelles reiterou sua confiança em crescer a partir do início oficial da campanha, quando espera usar o tempo de televisão para alcançar eleitores que não o conhecem.

“Apesar de ainda ser pequeno o número de pessoas que conhecem a minha história, aqueles que conhecem já manifestam intenção de voto. É meramente uma questão de tempo. Quando começar a programação eleitoral na televisão, vai permitir que a grande maioria dos eleitores conheça o meu histórico”, disse.

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 STF autoriza participação de Cristiane Brasil em reunião do PTB

18/07/2018
Renan Ramalho
G1

Deputada sofreu restrições depois de se tonar alvo de investigações da Polícia Federal sobre suposto esquema de venda de registros sindicais no Ministério do Trabalho.

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a participação da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) numa reunião da Executiva Nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) marcada para esta quarta-feira (18), no Rio de Janeiro.

A deputada é investigada dentro da Operação Registro Espúrio, que apura suposto esquema de venda de registros sindicais no Ministério do Trabalho. Em razão disso, o STF impôs diversas restrições à parlamentar, como a proibição de manter contato com outros investigados no caso.

Em recurso à Corte, Cristiane Brasil pediu para participar da reunião do PTB, por “tratar-se de atividade inerente ao exercício do mandato parlamentar e ao desempenho de função político-partidária”.

Na decisão, Celso de Mello considerou a concordância do Ministério Público com o pedido, mas limitou sua presença unicamente para o período do evento, proibindo conversas particulares e encontros reservados com investigados na Operação Registro Espúrio.

Além disso, Cristiane Brasil deverá apresentar em até 72 horas após o evento, relatório da sua presença, para demonstrar “precisa correlação entre a sua participação na reunião partidária e o desempenho das funções parlamentares e das atividades político-partidárias”.

A decisão ocorreu na noite desta terça-feira (17) e coube a Celso de Mello, como plantonista no STF, em razão de a presidente Cármen Lúcia estar no exercício interino da Presidência da República, e de o vice, Dias Toffoli, estar em viagem ao exterior.

Operação Registro Espúrio
A Polícia Federal cumpriu até o momento três fases da Operação Registro Espúrio, em maio, junho e no início deste mês. A PF investiga suposta organização criminosa que teria cometido fraudes na concessão de registros de sindicatos pelo Ministério do Trabalho.

. A primeira fase mirou os deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB). Além do presidente do PTB e pai de Cristiane Brasil, deputado cassado Roberto Jefferson; o suplente de deputado Ademir Camilo Prates Rodrigues (MDB-MG); e os senadores Dalírio Beber (PSDB-SC) e Cidinho Santos (PR-MT), atualmente licenciado do mandato.

. A segunda fase da operação, deflagrada em junho, teve como alvo a deputada Cristiane Brasil. Na ocasião, a PF cumpriu três mandados de busca e apreensão nas residências e no gabinete da deputada em Brasília e no Rio de Janeiro.

. Na terceira fase, no começo de julho, foram alvos o então ministro do Trabalho, Helton Yomura, e o deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP). Yomura foi afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

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 Bolsonaro deve anunciar na 4ª general da reserva como candidato a vice, diz deputado 

18/07/2018
Ricardo Brito
Reuters

O pré-candidato do PSL ao Palácio do Planalto, o deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), deve anunciar até a quarta-feira o general do Exército da reserva Augusto Heleno (PRP) como seu companheiro de chapa na disputa, afirmou à Reuters o presidente do PSL em São Paulo, o também deputado federal Major Olímpio.

Segundo Olímpio, Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, durante evento no Vale do Ribeira, no interior paulista, que “ainda hoje ou amanhã” Heleno será anunciado como o vice.

O pré-candidato do PSL ao Planalto tentou nos últimos dias fechar um acordo para ter o senador Magno Malta (PR-ES) como companheiro de chapa a fim de aumentar o tempo de rádio e TV a que terá direito na propaganda eleitoral.

Sozinho, o PSL de Bolsonaro tem apenas 8 segundos durante a campanha em blocos de 12 minutos e 30 segundos. O PRP não tem deputado federal e, dessa forma, sua contribuição para o tempo de TV de Bolsonaro deve ser praticamente nula.

Olímpio disse que Malta não aceitou ser vice de Bolsonaro —optou por buscar mais um mandato ao Senado— e também o partido dele, o PR, quis impor condicionantes para fechar uma aliança formal com o PSL.

Segundo Olímpio, o PR queria que, nas disputas a cargos proporcionais no Rio e em São Paulo (disputa a deputado federal, por exemplo), houvesse um acerto que privilegiasse as candidaturas dos membros do PR em detrimento dos nomes do PSL. Lideranças do PR pretendiam usar essa aliança com Bolsonaro para aumentar o tamanho da bancada no Congresso.

Olímpio afirmou que ninguém da direção do PSL topou esse acerto. “Se o problema for ter tempo de TV e abandonarmos os nossos, não terá valido a pena a eleição. Vamos vencer com 10 segundos, do jeito que for, mas com dignidade”, disse.

Heleno é filiado ao PRP do Distrito Federal e ficou nacionalmente conhecido por ter sido o primeiro comandante da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, missão de paz que teve a liderança militar do Brasil.

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 PRP barra indicação de general Augusto Heleno para vice na chapa de Bolsonaro

18/07/2018
Ricardo Brito
Reuters

O general da reserva do Exército Augusto Heleno afirmou nesta quarta-feira, em entrevista à Reuters, que o Partido Republicano Progressista (PRP) barrou a indicação dele para ser o candidato a vice na chapa encabeçada pelo pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro, do PSL.

Bolsonaro chegou a afirmar, em evento público no interior paulista na noite de terça-feira, que até esta quarta-feira iria anunciar o nome de Heleno como seu colega de chapa, segundo relato feito pelo presidente do PSL em São Paulo, o deputado federal Major Olímpio.

No entanto, Heleno disse que na noite de terça-feira a cúpula do PRP, ao qual é filiado, se reuniu com ele em Brasília e definiu que o plano principal da legenda para a eleição de outubro é eleger deputados federais como forma de aumentar o tamanho do fundo partidário e o tempo de rádio e TV que o partido tem.

Segundo o general, não houve qualquer mal estar pelo fato de o pré-candidato do PSL tê-lo anunciado antecipadamente e não foi colocada nenhuma restrição ao nome dele, mas, segundo a decisão da legenda, ser companheiro de chapa de Bolsonaro não iria acrescentar em nada aos objetivos do PRP.

“O partido não tem interesse em abraçar uma candidatura a vice”, disse Heleno à Reuters.

O general afirmou que, logo após a decisão da cúpula do PRP, telefonou para Bolsonaro avisando-lhe que não seria companheiro de chapa dele. Heleno disse que não se sentia frustrado com a decisão da legenda.

“Não tirou um minuto do meu sono. Era uma missão que poderia ou não acontecer”, disse. “Tenho a minha vida construída em cima de cargos conquistados pelos meus méritos”, completou.

Heleno é filiado ao PRP do Distrito Federal e ficou nacionalmente conhecido por ter sido o primeiro comandante da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, missão de paz que teve a liderança militar do Brasil.

O general disse que não vai se candidatar a outro cargo eletivo em outubro, mas pretende continuar a ajudar na campanha de Bolsonaro. Questionado se assumiria um eventual ministério na gestão dele —foi cotado para a pasta da Defesa—, ele disse que não adianta pensar nisso agora. “Tem que ganhar antes”, afirmou.

A pré-candidatura de Bolsonaro —líder nas pesquisas de intenção de voto nos cenários sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso e deve ser barrado de concorrer pela Lei da Ficha Limpa— não conta com nenhum partido aliado até o momento.

Por enquanto a legenda de Bolsonaro vai dispor de apenas 8 segundos do tempo do rádio e TV em um bloco na campanha eleitoral de 12 minutos e 30 segundos. Aliados do candidato, contudo, minimizam essa ínfima presença na TV e apostam na forte presença dele nas redes sociais durante a campanha.

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 Comissão Representativa inicia plantão no recesso do Congresso 

18/07/2018
Karine Melo
Agência Brasil

Começou oficialmente nesta quarta-feira (18) o recesso parlamentar na Câmara dos Deputados e no Senado. Até o dia 31 de julho, não ocorrem reuniões nas comissões e votações nos plenários das duas Casas. Porém sete senadores e 16 deputados, eleitos para a Comissão Representativa do Congresso, exercerão atribuições de caráter urgente que não possam aguardar o início do período legislativo seguinte sem prejuízo para o país ou para suas instituições.

Na lista de deputados que integram o colegiado, estão os deputados João Rodrigues (PSD-SC), como titular, e Celso Jacob (MDB-RJ), como suplente. Ambos foram condenados pela Justiça e continuam no exercício de seus mandatos, amparados por decisões judiciais, mas passam a noite na cadeia. A dupla também se livrou na semana passada de ter os mandatos cassados, por quebra de decoro parlamentar, depois que suas representações no Conselho de Ética da Câmara foram arquivadas.

Os parlamentares da comissão são eleitos separadamente na Câmara e no Senado, de acordo com a proporcionalidade partidária. O senador José Pimentel (PT-CE) é o presidente da comissão. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ocupa a vice-presidência.

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  Crescem no PT negociações para Jaques Wagner substituir Lula como candidato do partido

18/07/2018
Lisandra Paraguassu
Reuters

Apesar da insistência de que a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será registrada, cresceram no PT as conversas sobre o nome de Jaques Wagner para assumir a chapa com o provável impedimento do ex-presidente, disseram à Reuters fontes que acompanham o assunto.

O ex-governador baiano sempre foi um dos cotados como plano B do PT, junto com o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. No entanto, Wagner, que tem boas chances de se eleger senador, negava que aceitaria a missão. Nas últimas semanas, no entanto, ele tem dito que não teria como negar um pedido de Lula. Fontes ligadas ao ex-governador admitem que a pressão tem sido grande sobre ele.

“Prioridade na cabeça dele (Lula) seria mais Jaques. Não é, demérito do Haddad, mas a gente considera que Jaques tem experiência política e administrativa maior e, sendo do Nordeste, pode sair já com votação expressiva”, disse uma fonte do partido, que pediu para não ser identificada.

O ex-presidente, preso há 100 dias em Curitiba condenado por lavagem de dinheiro e corrupção no caso do apartamento tríplex, teria dito a interlocutores que gostaria de repetir a chapa Nordeste-Minas Gerais que o elegeu, colocando como vice Josué Gomes, dono da Coteminas e filho do falecido José Alencar, que foi vice-presidente do petista.

No caso de Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto, não poder concorrer —o que é o mais provável, já que é condenado em segunda instância e pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa—, a aliança NE-MG se repetiria com Wagner na cabeça de chapa.

Na semana passada, Wagner se reuniu com o presidente do PR, Valdemar Costa Neto, para tratar de uma possível aliança —Josué se filiou ao partido em abril. De acordo com duas fontes ouvidas pela Reuters, a conversa não foi adiante porque o dirigente partidário exigiu do PT, para fechar o acordo, a garantia de que, com a provável impugnação de Lula, Josué e o PR assumissem a cabeça de chapa.

“Isso não vai acontecer nunca. O PT jamais vai concordar com isso”, disse uma fonte ligada ao partido.

A ideia que tem sido aventada dentro do PT é justamente preparar Wagner, que também foi ministro nos governos petistas, para assumir no lugar de Lula depois da impugnação e manter o equilíbrio Nordeste-Sudeste.

O PR, por sua vez, tem sido procurado por diversos partidos para fazer alianças, graças a seu tempo de TV. Valdemar Costa Neto negociava com o presindenciável do PSL, deputado Jair Bolsonaro, uma aliança, mas a desistência do senador Magno Malta em sair como vice na chapa e as dificuldades regionais emperraram as conversas.

“DILMA DE CALÇAS”
Decidido a manter a candidatura de Lula até quando for possível, o PT tem tido dificuldades de fechar alianças justamente porque os partidos que negociam, como PR e o PSB, apostam na impugnação de Lula e querem saber quem vai ser o candidato de fato.

Fernando Haddad sempre foi tratado como principal plano B, apontado inclusive por Lula como um possível substituto, e agradaria ao PSB. No entanto, o ex-presidente de São Paulo e coordenador do programa de governo do ex-presidente, não agrada internamente o PT. De acordo com uma fonte, a maior parte o trata como uma “Dilma de calças”, em referência à suposta falta de traquejo político da ex-presidente.

Wagner, ao contrário, é visto como um petista “de raiz”, com carisma e traquejo político, mas até agora não tinha aceitado ser tratado como plano B. Ele tem defendido em público sempre a candidatura de Lula, desde que foi enquadrado pelo PT ao defender, em Curitiba, que o PT deveria pensar em uma alternativa fora do partido que pudesse unir as esquerdas.

No entanto, a interlocutores próximos, Wagner continua defendendo a mesma posição, mas admite que pode acabar cedendo à pressão.

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  Ciro diz que como presidente vai renegociar reforma trabalhista

18/07/2018
Laís Martins
Reuters

O pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse nesta terça-feira que, se eleito, irá buscar uma renegociação da reforma trabalhista, salientando que acha importante uma mudança na legislação, mas que não concorda com o que foi aprovado durante o governo de Michel Temer.

“O meu compromisso é trazer essa bola de volta para o centro do campo e recolocar a discussão”, afirmou o pedetista, em evento da indústria em São Paulo.

Ao ser questionado por alguns empresários presentes em tom de cobrança sobre outras ocasiões em que declarou que iria revogar a reforma, Ciro disse que o uso do termo “revogar” não passava de um “cacoete de professor”.

“Eu acho que essa reforma trabalhista que passou, sem embargo de ter coisas boas, tem três defeitos de origem que recomendam a gente trazer a bola de volta e abrir uma conversa entre sindicatos e empresários em direção a achar o caminho de convergência em que não fique uma parte humilhada e derrotada, e a outra parte vitoriosa”, explicou.

ALIANÇAS
Sobre a viabilidade de reunir partidos do novo centrão com PSB e PCdoB em uma só aliança, Ciro demonstrou otimismo.

“Foi assim que redemocratizamos o Brasil lá atrás e é assim que a gente governa o Ceará com grande êxito”, disse o presidenciável, acrescentando que, em função da aliança desses partidos no Ceará, seu Estado natal, o diálogo é mais “natural”.

“Eu quero juntar todos os que tiverem vontade de ajudar o Brasil a virar esse jogo trágico”, disse ao ser questionado especificamente sobre o PR, que até agora vem negociando com o PT e com o PSL, do pré-candidato Jair Bolsonaro.

“O problema brasileiro hoje é tão grave, que é tão ilusória a ideia de que qualquer um de nós possíveis candidatos terá capacidade de resolver o problema do Brasil sem um amplo diálogo com forças contraditórias”, completou o pedetista.

 



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